São milhares, quiçá incontáveis, as linhas que devo a este diário. Simplesmente, parei de escrever. Tinha em mente, na imensa estupidez dos últimos meses, que fosse acontecer algo de bom, diferente, algo que me trouxesse ânimo suficiente para empurrar os dedos ao teclado. Parei, também, de postar fotografias. Adiei esse intento para momento posterior à minha ida à Escandinávia. Não aconteceu.
Na verdade, muitas das minhas expectativas não se concretizaram. Projectos pessoais, amores, viagens, trabalhos, e uma série de outras coisas que poderia, em rigor, escrever no plural. Cercado pelo deslumbramento do que poderia acontecer, perdi o foco sobre o que estava realmente a passar-se na minha vida. Perguntar porquê não vale a pena. A minha consciência não convoca advogados de defesa. Conheço-me bem.








